POLÍCIA CONFIRMA QUE PARTES HUMANAS ENCONTRADAS NO GUAÍBA SÃO DA MESMA VÍTIMA DO CRIME DA MALA NA RODOVIÁRIA
A Polícia Civil confirmou, nesta terça-feira (09), que as partes humanas encontradas no Guaíba no último fim de semana são da mesma vítima do crime da mala na rodoviária de Porto Alegre.
A equipe do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que investiga o caso, já suspeitava disso. A confirmação se deu por meio de exame de DNA realizado pelo Instituto-Geral de Perícias (IGP).
Um pedaço de perna humana foi encontrado no sábado (06) pela manhã na praia de Ipanema, na zona sul da Capital. Já no domingo (07), pescadores localizaram outro segmento de uma perna e de um pé. Essa última estava enrolada em sacos plásticos e tinha fitas semelhantes às localizadas na mala da rodoviária, onde estava o tronco da vítima.
O principal suspeito, o publicitário Ricardo Jardim, 66 anos, foi preso na semana passada pela Polícia Civil. A vítima do crime é Brasília Costa, 65, uma manicure que vivia na Zona Norte e era namorada do preso. O caso é tratado como feminicídio, com motivação financeira.
— Não temos outras partes a serem encontradas que não seja o próprio crânio. Então agora podemos focar nesse segmento que é o que falta para entregar esses restos mortais à família da vítima — disse o delegado Mario Souza, diretor do DHPP.
A polícia acredita que Jardim tenha descartado partes do corpo da vítima num córrego que desemboca no bairro Cristal na semana passada. Pelo que se apurou até o momento, isso aconteceu após ele deixar uma pousada onde estava morando e onde teria acontecido o crime.
Quando deixou a pensão, ele carregava uma mala onde a polícia acredita que estavam os restos mortais de Brasília.
— Os pontos em que esses pedaços de corpo foram descartados também estão sendo investigados. Estamos aprofundando as investigações na área. Isso é importante para verificar todo o trajeto e todo o percurso que ele fez desde 13 de agosto, depois 20 de agosto, e entre 2 e 3 de setembro. Então, tem três momentos distintos, pelo menos, que ele dispensou partes do corpo pela cidade de Porto Alegre — acrescentou Mario Souza.
O homem admitiu aos policiais ter esquartejado a namorada, mas negou ter assassinado a vítima. Ele disse que ela sofreu um mal-súbito.
Jardim já havia sido preso por matar e concretar a própria mãe em Porto Alegre há 10 anos. Por esse crime, ele foi condenado a 28 anos de prisão, mas neste ano se tornou foragido após progredir de regime.
O crânio da vítima ainda não foi localizado pela polícia. Aos policiais, Jardim disse que teria depositado a cabeça da mulher numa lixeira perto da Usina do Gasômetro. Os policiais fizeram buscas na região e até o momento nada foi encontrado.
Fonte: GZH
